Descrição
Sinopse:
O que acontece com tudo aquilo que construímos no mundo digital quando deixamos de existir? Fotografias, vídeos, mensagens, perfis em redes sociais, criptomoedas, contratos inteligentes, tokens, canais monetizados e tantos outros bens digitais permanecem existindo, preservando memórias, produzindo renda e, muitas vezes, representando o legado de uma vida inteira.
A acelerada transformação digital da sociedade modificou profundamente a forma como as pessoas vivem, se relacionam, trabalham e constituem patrimônio. Nesse novo cenário, surgiu uma realidade para a qual o Direito ainda busca respostas: como assegurar a adequada transmissão desse legado quando seu titular não estiver mais presente? A ausência de critérios jurídicos específicos para tratar da sucessão dos bens digitais revela um dos grandes desafios do Direito contemporâneo.
Movida pela convicção de que preservar um legado significa proteger não apenas o patrimônio, mas também a história, a vontade e a memória das pessoas, a autora apresenta uma proposta inédita para a classificação e a valoração dos bens digitais híbridos, distinguindo, objetivamente, sua dimensão patrimonial de sua dimensão existencial.
Estruturada em três capítulos, a obra examina a natureza jurídica dos bens digitais, os desafios impostos pelas plataformas tecnológicas e os caminhos para a operacionalização da sucessão contemporânea. Como contribuição original, apresenta a trilogia metodológica de valoração: mercado líquido, fluxo de renda e tutela existencial, propondo a figura do inventariante digital como instrumento destinado a conferir maior segurança jurídica à efetivação da herança digital.
Mais do que uma análise jurídica sobre um tema emergente, este livro convida o leitor a refletir sobre uma das questões mais relevantes do nosso tempo: quem será responsável por preservar o legado que continuamos construindo, todos os dias, no ambiente digital?
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