Dicas para quem quer começar a escrever Fantasia e Ficção

Pequenos passos para grandes histórias

Por Luiz Gonzaga de Oliveira .

Escrever histórias de fantasia e ficção, em geral, depende de inspiração — e isso nem sempre acontece. Às vezes, ficamos dias sem ter nada para escrever. Olhamos para o papel e nada de ideias mirabolantes sobre mundos fantasiosos. Mas pequenas ações podem ajudar a despertar essa inspiração “adormecida” dentro de nós.  Aqui darei algumas dicas para aqueles que já começaram a escrever e empacaram no desenvolvimento da história ou para quem quer iniciar. Lembrando que eu sou apenas um autor iniciante, que também enfrenta dificuldades, e, a partir delas e da minha experiência, criei alguns processos para facilitar a minha escrita criativa.

 A primeira dica para começar a escrever um livro é simples: Escreva. Coloque sempre no papel ou na tela do computador as ideias que você tiver, os pensamentos que surgirem. Se alguma coisa lhe chamou a atenção na rua ou você pensou “ei isso daria uma história”, mesmo que lhe pareça uma ideia ou pensamento bobo, ao colocá-los no papel eles se tornam reais, palpáveis — e, a partir deles, outras ideias complementares começarão a surgir. Nesse processo, você vai criando e amadurecendo a sua história.

Outra dica importante é a leitura. Leia sempre, variando gênero e estilos. Por meio da leitura, você conhecerá várias formas e técnicas de escrita, diferentes tipos de narrativa, e ganhará um conhecimento indescritível para adicionar ao seu próprio estilo.

Terceira dica: Organize-se. A partir das suas ideias e conceitos, você deve organizar a sua narrativa. Toda história precisa ter início, meio e fim (não necessariamente nessa ordem), e ter um bom fio narrativo conecta tudo.

Quarta dica: tenha um evento principal. Toda história tem um acontecimento central que faz a trama girar — aquele que, sem ele, não tem história. Podem ter outros eventos menores ao redor (ou de forma paralela), mas o principal ganha destaque e importância, por isso deve ser trabalhado com cuidado. O mesmo vale para os capítulos:  todos devem ter algo importante acontecendo (ligado ou não com o evento principal) e pode terminar com ou sem um gancho para o próximo capitulo. Definir isso ajudar na hora de desenvolver a narrativa.

Usando o meu livro “A sociedade dos Anjos’’ como exemplo: no capítulo 1, o acontecimento principal são os desmaios misteriosos de Alex, e o gancho é o sumiço de seus amigos. O capitulo 2 se inicia resolvendo o gancho do capítulo anterior, com ele indo até onde estão seus amigos, e deixa um novo gancho, relacionado ao passado dele.

Em resumo, você monta um pequeno esqueleto da sua história: capitulo 1 acontece isso, capitulo 2 acontece isso, capitulo 15 acontece outra coisa — servindo como guia para ajudar a escrever. Mas lembre-se: esse planejamento é flexível, e se surgir outra ideia, você pode mudar sem problemas. É mais fácil alterar algo quando já se tem um planejamento feito.

A última dica é: cuidado com seus personagens. Em uma boa história, eles são vivos e têm personalidades próprias. Evite que eles façam algo estranho à sua natureza apenas para que a trama avance. Por exemplo, um personagem sério e controlado não pode tomar uma atitude imprudente ou fazer uma piada sem só para movimentar a narrativa. Espero que essas dicas ajudem os iniciantes, como eu, a melhorarem o seu processo de escrita.

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